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Diversidade: construindo a cidadania - A representação da homossexualidade nos meios de comunicação


É a treva...

Por: Airam Costa

 

Rede Globo mais uma vez assume seu preconceito.

Na cena do penúltimo capítulo, da novela “Caras e Bocas”, escrita por Walcyr Carrasco, transmitido no dia 07 de janeiro de 2010, a emissora deixar bem claro sua posição a respeito da homossexualidade.

Nunca se viu relações entre homossexuais como acontece entre os heterossexuais nas diversas cenas, nem mesmo um pequeno beijo.

Na cena de hoje, dia 07 de janeiro de 2010, na novela “Caras e bicas”, o momento em que o personagem André interpretado pelo ator Ricardo Duque, foi cortado e, portanto, não transmitido, momento em que o personagem diria a sua mãe e família que é homossexual.

Qual será o por quê?    

Muito simples a respostas.

Provavelmente cenas como estas desmoralizam os conceitos heteronormativos pregados pela sociedade heterossexual, como a emissora e composta por maioria heterossexual e a sociedade também, seria anormal para eles e para nós também, vislumbrar imagens que eles consideram como discordante do socialmente esperado. As únicas imagens que eles propagam sobre a homossexualidade, são aquelas que estigmatizam os estereótipos que classificam os homossexuais como seres fora dos padrões sociais.

O personagem Cássio, interpretado pelo ator Marco Pigossi, como muitos outros que assim fizeram parte da trama disseminada pela Rede Globo, nos apresenta conteúdos homossexuais que alimentam conceitos antigos que impedem que novas ideias sejam disseminadas e respeitadas.

E outra, a mídia distorce os conceitos sobre homossexualidade, quando desenvolve o jogo de empurra entre os personagens. Podemos confirma isso, analisando a performance do personagem Cássio, e logo após do personagem Sid  interpretado pelo ator Klebber Toledo, quando eles inicialmente manifestam-se como gays, e depois se apaixonam por Léa, personagem da atriz Maria Zilda Bethlem, transformando-se em bofes escândalos, ou seja, é como se eles deixasse de ser gays do dia pra noite.

Que bofe escândalo? O que vemos são seres exóticos e caracterizados. É isso que a mídia quer.

A mídia nos transmite a ideia que a homossexualidade é uma escolha, que podemos, assim, como escolher um caminho para seguir, decidir o nosso personagem de hoje, ou de amanhã. Pelo menos é essa a imagem que tenho, e que percebo sempre que assisto a uma trama divulgada nas mídias, principalmente televisivas. A ideia de que a homossexualidade é resultado de uma divisão binária entre masculino e feminino.

Sabemos que não é isso, que o sexo assim como o gênero, é desenvolvido pela cultura, porém essas ideias estão longe de serem divulgadas pelas mídias, por mais que tenhamos estudiosos como Monique Wittig, Judith Butler e Guacira Louro que nos servem como embasamento para analisar certos tipos de discurso, chulo e audacioso.

Isso nos causa uma revolta...

Será que iremos continuar sendo sempre os inferiores?

A impressão que se tem é que os homossexuais só servem como chacota, como alvo para piadinhas, ou quando a empresa precisa desenvolver algum papel que considere bem visto aos olhos da população, principalmente dos desfavorecidos, objeto de promoção benéfica apenas para os interessados, que no caso são os empresários, com isso desenvolvem os chamados programas de inclusão social.

Que inclusão?

Que não dá liberdade ao direito de liberdade sexual, muito menos de expressão.

Isso é mais uma piada. Mais um motivo para que eles, os manipuladores de informações façam de você um fantoche e continue usando o poder como jogo de exclusão.

 



Escrito por Airam Costa às 21h55
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O território do sisal: lócus rico na luta pela cidadania

Por: Airam Costa

 

Novas características do território do sisal se configuraram desde a época de Euclides da Cunha. Mudanças significativas deste território são marcadas, principalmente pela chegada do sisal, que se tornou o símbolo principal das profundas transformações históricas, sociais e culturais. Segundo Gislene Moreira, 2007,

O povoamento do interior sertanejo deu-se a partir do século XVI com a implantação de um novo sistema econômico, o criatório, para abastecimento de carne, couro e lenha para o açucareiro escravista. E foi a separação das duas atividades econômicas, a açucareira e a criatória, que deu lugar ao surgimento de uma economia dependente da própria região nordestina. (p. 17)

 

O território do sisal, mais conhecido como região sisaleira da Bahia, segundo o Sistema de Informações Territoriais[1] abrange uma área de 21.256,50 km2 e é composto por 20 municípios: Araci, Barrocas, Biritinga, Candeal, Cansanção, Conceição do Coité, Ichu, Itiúba, Lamarão, Monte Santo, Nordestina, Queimadas, Quijingue, Retirolândia, Santaluz, São Domingos, Serrinha, Teofilândia, Tucano e Valente. A população total do território é de 568.600 habitantes, dos quais 337.480 vivem na área rural, o que corresponde a 59,35% do total.

O território do sisal está localizado na área semi-árida da Bahia, e é caracterizado pelo clima seco, irregulares distribuições de chuva e pela vegetação de caatinga predominante. Sua economia está estruturada na pecuária de pequeno porte e na agricultura de subsistência, cultivando-se em grande escala o sisal. Esse território é marcado pela pobreza e miséria da população, pela falta de políticas públicas no que se refere à educação, saúde e geração de renda.

Sendo um território muito diversificado, sua população é multicultural e caracterizada por lutar por direitos negados às classes desfavorecidas. Essa população possui um sistema de comunicação muito variado, assim, o veiculo de comunicação de maior impacto, presente na região é o rádio com as rádios comunitárias que desenvolvem uma cobertura de massa abrangendo todas as classes sociais. Na região ainda há a cobertura de jornais impressos e sítios que veiculam informações regionais e muitas vezes nacionais.

Neste território há a presença de alguns movimentos sociais como o movimento de Mulheres, que se resumem muitas vezes em grupos que lutam em prol da democratização cultural, principalmente no território do sisal, para que sua população desfrute dos direitos sociais, civis e culturais. Segundo GOHN (apud SIQUEIRA, 2009), movimentos sociais:

são ações coletivas de caráter sociopolítico, construídas por atores sociais pertencentes a diferentes classes e camadas sociais. Eles politizam suas demandas e criam um campo político de força social na sociedade civil. Suas ações estruturam-se a partir de repertórios criados sobre temas e problemas em situações de: conflitos, litígios e disputas. As ações desenvolvem um processo social e político-cultural que cria uma identidade coletiva ao movimento, a partir de interesses em comum. Esta identidade decorre da força do princípio da solidariedade e é construída a partir da base referencial de valores culturais e políticos compartilhados pelo grupo.

 

            Assim, no território do sisal os atores sociais preocupam-se em começar a batalhar por transformações que reconhecem enquanto identidade coletiva, com a possibilidade de organizações, estruturada em espaços de discussões sobre políticas públicas que promovam mudanças em busca de um desenvolvimento mais igualitário.

Habermas (apud HAMEL, 2009) assinala para a precisão de se garantir aos cidadãos direitos de comunicação e direitos de participação política tendo em vista, até mesmo, a própria legalidade do processo legislativo, explicando que,

na medida em que os direitos de comunicação e de participação política são constitutivos para um processo de legislação eficiente do ponto de vista da legitimação, esses direitos subjetivos não podem ser tidos como os de sujeitos jurídicos privados e isolados: eles têm que ser apreendidos no enfoque de participantes orientados pelo entendimento, que se encontram numa prática intersubjetiva de entendimento.

            Os movimentos sociais do território do sisal buscam desenvolver ações pensadas e baseadas em propostas que amparem a população e lhe traga benefícios que tornem o acesso à comunicação e a vida social mais justa.

            Portanto, o território do sisal é marcado como um lócus rico na busca de melhorias para seus habitantes, e valorizado pela diversidade cultural que proporciona uma visão mais ampla das ideias que norteiam os estereótipos que estigmatizam a região como lugar do sertanejo, do povo humilde.

 

Referências:

 

SIQUEIRA, Sandra Maria Marinho. O papel dos movimentos sociais na construção de outra sociabilidade. Disponível em: www.anped.org.br/reunioes/25 /.../sandramariamarinhosiqueirat03.rtf, acessado dia 02 de novembro de 2009.

 

HAMEL, Marcio Renan. Movimentos sociais e democracia participativa. Disponível em:  http://www.espacoacademico.com.br/095/95hamel.htm, acessado dia 02 de novembro de 2009.

 

FERREIRA, Giovandro Marcus; MOREIRA, Gislene. A construção da comunicação comunitária da região do Sisal: uma rede tecida com fibra e resistência. Disponível em: http://www.alaic.net/alaic30/ponencias/cartas/Com _popular/ponencias/GT15_3Giovandro.pdf, acessado dia 02 de novembro de 2009.

 

GENTILLI, Victor. Metodologia para crítica de mídia: como estudar o silêncio? Sbpjor - Associação Brasileira de Pesquisadores em Jornalismo 5º Encontro Nacional de Pesquisadores em Jornalismo Universidade Federal de Sergipe – 15 a 17 de novembro de 2007.

 

GROHMANN, Rafael do Nascimento. Michel Foucault, Discurso e Mídia.  Revista Anagrama. Revista Cientifica Interdisciplinar da Graduação. Ano 3 – Edição 2. Dezembro de 2009 – Fevereiro de 2010.

 

MOREIRA , Gislene. Um olhar sobre as inter-relações entre cultura, política e desenvolvimento no sistema de comunicação do Território do Sisal. Disponìvel em: http://www.poscultura.ufba.br/dissertacoes/Dissertacao%20-%20Gislene%20 Moreira.pdf, acessado dia 02 de novembro de 2009.



[1] Sistema de Informações Territoriais que disponibiliza dados sobre os Territórios Rurais organizados por tema, tais como: Demografia e Aspectos Populacionais, Economia, Saúde, Educação e Outros.  Disponível em: http://sit.mda.gov.br, acessado dia 12 de outubro de 2009.

 

 



Escrito por Airam Costa às 14h15
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O silencio no processo comunicativo das mídias

Por: Airam Costa

 

O sistema midiático é formado por meios que são estruturados exaustivamente para fins políticos das empresas.  Segundo Gentilli (2007), é preciso compreender que jornais são instituições da sociedade civil com uma função decisiva: “produzir informações para a cidadania”.  Em nossa sociedade, há método de exclusão através do discurso. As classes dominantes desenvolvem processos internos de controle social por meio do discurso e estabelecem uma divisão social a partir dos conceitos empregados como socialmente normais e esperados para o bom desempenho econômico, social e político.

            Os meios de comunicação são controlados pela classe dominante, que impõe certas regras e limites aos indivíduos desfavorecidos. Assim, algumas das regiões do discurso não são igualmente acessíveis e entráveis, por haver um jogo ambíguo de segredo e divulgação. Dessa forma, percebe-se que ocorre uma atuação positiva entre a comunicação e a troca, pelo fato de se constituir a partir desse jogo um sistema de exclusão. Segundo Foucault (apud GENTILLI, 2007), a educação é considerada como um exemplo de apropriação social dos discursos, pois pode manter ou modificá-los, como seus saberes e poderes; trata-se de uma ritualização da palavra.

            O poder das regras pensa de forma homogênea e tenta nos fazer perceber essa homogeneidade, mas essa norma individualiza e permite desvios. Dessa forma, a disciplina, tenta regular as multiplicidades do individuo, assim, define-se os gestos, comportamentos, as circunstâncias e todo o conjunto de signos que devem acompanhar o discurso, além de determinar o que um indivíduo deve ou não fazer.

     No discurso midiático, nota-se que existe um esquema comunicacional pensado e estrutura para satisfazer o uso do poder pelos dominantes e estabelecer um sistema de classificação que determine as normas produzidas pela maior aos desamparados. Assim, percebe-se que há um jogo de exclusão, mantido por meio do sentimento de culpa e propicio a uma política-moral de isolamento individual e que obedece a hierarquia.

Segundo Foucault (apud GENTILLI, 2007): soberania e disciplina são constitutivas dos mecanismos gerais de poder na sociedade; não há exercício do poder sem uma economia dos discursos que estão em funcionamento neste poder. Somos submetidos, e somente podemos exercer o poder mediante a produção da verdade.

Acredita-se que a omissão da verdade tem sido muito extensiva pelos meios de comunicação, pois nota-se que eles ainda disseminam informações provenientes de conceitos passados que impossibilitam o surgimento de novas ideias. Há no sistema comunicacional das mídias uma negação e certo silêncio em conduzir assuntos que são considerados discordantes do socialmente esperado. Dessa forma, compreende-se que os veículos de comunicação estigmatizam as classes desfavorecidas, quando se utilizam de termos que reforçam os estereótipos que mantém um sistema de exclusão.

O silêncio presente no sistema midiático estabelece um aumento significante da desigualdade social, percebendo que a omissão de conteúdos, é tratada como normal pela classe dominante e a forma de permanecer com a hierarquia. Dessa forma, compreende-se que as informações a que os indivíduos têm acesso, são filtradas pelos meios de comunicação e classificados como favoráveis ou não aos padrões sociais.

 

Referências:

 

SIQUEIRA, Sandra Maria Marinho. O papel dos movimentos sociais na construção de outra sociabilidade. Disponível em: www.anped.org.br/reunioes/25 /.../sandramariamarinhosiqueirat03.rtf, acessado dia 02 de novembro de 2009.

 

HAMEL, Marcio Renan. Movimentos sociais e democracia participativa. Disponível em:  http://www.espacoacademico.com.br/095/95hamel.htm, acessado dia 02 de novembro de 2009.

 

FERREIRA, Giovandro Marcus; MOREIRA, Gislene. A construção da comunicação comunitária da região do Sisal: uma rede tecida com fibra e resistência. Disponível em: http://www.alaic.net/alaic30/ponencias/cartas/Com _popular/ponencias/GT15_3Giovandro.pdf, acessado dia 02 de novembro de 2009.

 

GENTILLI, Victor. Metodologia para crítica de mídia: como estudar o silêncio? Sbpjor - Associação Brasileira de Pesquisadores em Jornalismo 5º Encontro Nacional de Pesquisadores em Jornalismo Universidade Federal de Sergipe – 15 a 17 de novembro de 2007.

 

GROHMANN, Rafael do Nascimento. Michel Foucault, Discurso e Mídia.  Revista Anagrama. Revista Cientifica Interdisciplinar da Graduação. Ano 3 – Edição 2. Dezembro de 2009 – Fevereiro de 2010.

 

MOREIRA , Gislene. Um olhar sobre as inter-relações entre cultura, política e desenvolvimento no sistema de comunicação do Território do Sisal. Disponìvel em: http://www.poscultura.ufba.br/dissertacoes/Dissertacao%20-%20Gislene%20 Moreira.pdf, acessado dia 02 de novembro de 2009.

 

 



Escrito por Airam Costa às 13h47
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Nossos Direitos

GGB cobra de governo ações de combate a homofobia na Bahie e no Brasil
 
A Bahia ainda está consternada com o assassinato do jornalista Jorge Pedra, morto a facadas  num motel no centro de Salvador neste fim de semana. O assassino continua foragido. So neste ano de 2009, já somam 19 os assassinatos de gays e travestis na Bahia.  No ano passado, 24 “homocídios”. A Bahia campeã nacional de crimes contra homossexuais. O Brasil – com 190 assassinatos, campeão mundial de crimes homofóbicos.
O GGB aproveitou na noite de ontem  a visita do Ministro Paulo Vannuchi a Salvador, e na Biblioteca Central onde preside cerimônia em homenagem ao guerrilheiro baiano Carlos  Marighela,  cobra e exige ações imediatas  do Ministério  de Direitos Humanos tirando do papel as ações afirmativas do Programa Brasil sem Homofobia, bombasticamente assinado pelo Presidente Lula em 2004 mas praticamente ainda inativo ate o presente. O GGB

Fundador Luiz Mott e presidente Marcelo Cerqueira, abordaram o ministro e pediram a ele mais atenção com o homossexuais Brasileiros e que atenda agenda da Associação Brasileira de Gays, Lésbicas e Travestis (ABGLT), entidade nacional que coordena ações de promoção a cultura, direitos e cidadania homossexual em todo o Brasil, presente nos 27 estados da Federação. “Chega de blábláblá! As 555 ações previstas no Programa Brasil sem Homofobia, as promessas de Lula na abertura da Conferencia Nacional GLBT (Brasilia, junho 2008) e as 50 ações do Plano Nacional são letras mortas.

Ótimas intenções, mas a matança de homossexuais continua. A cada dois dias um gays ou travesti são barbaramente assassinados, vítimas da homofobia.!” E Luiz Mott, fundador do GGB, completa: “como disse Marta Suplicy, do mesmo partido de Vannuchi, “a situação piorou para os homossexuais no Brasil. Os crimes aumentaram e a situação no Congresso não prosperou e temos um cenário cada vez mais difícil”.


Aproveitando a presença do Secretário de Segurança Publica e Direitos Humanos da Bahia, Nelson Pelegrino, o presidente do GGB, Marcelo Cerqueira, solicitou agenda com o Secretário estadual para empenhar-se no fortalecimento do combate a homofobia na Bahia. O Secretário Pelegrino solicitou que o GGB apresente essas ações ainda esse mês a serem instituídas o mais revê possível. O GGB está pensando numa campanha de promoção dos direitos dos homossexuais que também estabelece um dialogo com a sociedade no geral e especificamente os homossexuais para combater dois tipos de homofobia.

A homofobia interna e externa conduzem homossexuais a terem uma sexualidade clandestina. A vereadora Olívia Santana do PC do B presente no evento relatou aos representantes do GGB que destinou o seu tempo no parlamento municipal para cobrar ações de respeito aos homossexuais e condenou a homofobia. “ É preciso fazer algo urgente contra essa homofobia brutal que condena os homossexuais a viverem e terem uma sexualidade clandestina”, disse Olívia Santana. O Deputado Federal do (PT-BA) jornalista Emiliano José informou ao GGB que vai levar essa denúncia ao Congresso Nacional em Brasília.

 

Fonte: www.ggb.org.br



Escrito por Airam Costa às 19h46
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Violência Policial

Advogado da CADS em São Paulo agredido por Policia Militar em Parada Gay de Santo André
Magistrado emvia carta de protesto as redações pedindo providências a PM paulista

A carta vem de São Paulo e expressa a violência desnecessária cometida por policiais militares durante a Parada Gay de Santo Andre, região do ABC Paulista nesse domingo. Começa a carta.

Meus Prezados Amigos,Espero que estejam bem e em paz!

Escrevo-lhes para relatar os fatos de violência policial ocorridos na tarde do último domingo, ao término da Parada do Orgulho LGBT de Santo André.

Por volta das 18h a Polícia Militar começou o processo de desobstrução da via onde aconteceu a Parada (Avenida Firestone), conforme acordo firmado anteriormente com a Prefeitura Municipal e a organização da manifestação. Contudo, alguns policiais passaram a agir de forma excessiva, jogando as viaturas sobre os participantes ou agredindo-os com cassetetes. Estávamos eu, Deborah Malheiros (da Coordenação de Políticas da Diversidade Sexual de São Paulo), Gustavo Menezes (Advogado da Coordenadoria de Assuntos da Diversidade Sexual da Cidade de São Paulo), Renata Perón (Drag Queen) e seu assistente Johnny.

Ante as cenas presenciadas, nos dirigimos ao comandante da segurança da Parada, Capitão PM Wlamir, para expor a situação e solicitar providências, evitando a continuidade das referidas agressões. Apresentei-me como Coordenador de Políticas para a Diversidade Sexual do Estado de São Paulo e, ante a conversa, o Capitão comprometeu-se a verificar os fatos denunciados e adotar as medidas suficientes para a desobstrução da pista sem o cometimento de excessos. Ressalta-se que toda a conversa deu-se em clima bastante amistoso, conforme relatou posteriormente o próprio Capitão Wlamir.

Enquanto conversávamos, alguns populares encostaram-se à roda formada por nós e pelos policiais militares e passaram a reclamar dos atos de violência. Nesse instante, uma jovem adolescente foi puxada por um policial, que a agarrou pela garganta, pressionando-a. Fui reclamar com o policial, que não portava o distintivo que deveria identificá-lo (por lei, não podem tirá-lo quando estão em qualquer operação). Solicitei que soltasse a garota. Naquele momento, outro policial que estava à minha frente, bem próximo de mim, “carregou” a sua escopeta (deixando pronta para ser acionada) e apontou em minha direção. Comecei a gritar para que abaixasse a arma! Foi então que o primeiro PM, sem que eu estivesse vendo-o (pois me centrava na escopeta apontada diretamente pra mim) soltou a garota e lançou um forte jato de spray de pimenta em todo o meu rosto e pescoço. Mesmo ardendo muito, eu gritava para que ele apresentasse o seu distintivo, que se identificasse (era tão corajoso para agredir sorrateiramente uma pessoa, mas pouco para assumir teus atos).

Para que pudéssemos indiciá-lo posteriormente, Gustavo tentou fotografá-lo. De igual modo, o referido policial dirigiu-se ao Advogado da CADS e tentou impedi-lo de registrar a sua imagem, lançando sobre o seu rosto outro forte jato de spray de pimenta.

Sem conseguir enxergar e com forte ardência nos olhos, rosto e pescoço, fomos retirados de perto dos policiais pelos que estavam nos acompanhando e populares. A sensação de intensa agonia provocada pelo spray perdurou por mais de 1 hora. Até agora (mais de 10 horas depois) ainda sinto arder os olhos.

Em seguida, a Polícia começou a “evacuar” toda a área, mas nós não nos afastarmos da via. Começamos a acionar as autoridades do Governo Estado, aí incluídas o Secretário da Justiça e da Defesa da Cidadania, Luiz Antonio Guimarães Marrey, o Comandante Geral da Polícia Militar, Cel. Álvaro Batista Camilo, dentre outros. Passado algum tempo, chegou um Capitão da Polícia Militar (André Luiz) que, juntamente com o comandante da operação, Capitão Walmir, nos ouviu e nos encaminhou para o Quartel do CPA M-6, onde eu e Gustavo prestamos depoimento. De lá, fomos ao Hospital Militar onde realizamos exame de corpo de delito. Com isso, foi instaurado um Inquérito Policial Militar (IPM) que deverá apurar as responsabilidades.

Bom, tenho grande esperança de que esses fatos serão devidamente apurados e os policiais envolvidos serão corretamente punidos. Como Coordenador de Políticas para a Diversidade Sexual posso testemunhar o esforço que a Polícia Militar do Estado de São Paulo tem tido para enfrentar a homofobia mesmo dentro das instituições policiais. Ainda que possamos, com sólida desconfiança, apontar que os policiais agressores sejam homofóbicos, não posso afirmar que a postura aqui relatada seja a expressão de uma “polícia homofóbica”.

Encaminho anexadas algumas fotos em que eu e Gustavo estamos com os olhos bastante vermelho e os rostos inchados. Também, segue o link em que o site A Capa anuncia divulgou as agressões. Por fim, quero tranqüilizá-los, pois estou sentindo-me bem!

É isso: seguirei na mesma defesa dos direitos humanos, em qualquer lugar e momento em que eu estiver! Um grande beijo,

 

Fonte: www.ggb.org.br



Escrito por Airam Costa às 19h44
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Feminismo masculino

O machismo pós-moderno: lobo em pele de cordeiro
Por Luciano Freitas Filho direto de Recife, PE

 

 

 

Como se não bastassem os atos de violência que a estudante da Universidade Bandeirante/Uniban de São Paulo, Geyse, sofreu no dia 22 do mês passado, nos deparamos, agora, com as cenas dos capítulos seguintes, em que a Universidade não satisfeita com a hostilidade geral em seus corredores, decide expulsar a estudante por atentar contra os “valores éticos” da referida Instituição.

 

Ora, a princípio é válido salientar que valores éticos não se medem ou julga-se pelo tamanho de uma saia, primeiramente porque, seja ela rodada, mini ou longa, os fios que a tecem de longe representam a essência de um caráter. Se fossemos considerar os atos atentatórios contra a moral e os bons costumes desta Universidade, teríamos de relevar o mau caráter dos que hostilizaram a estudante bem como daqueles que a expulsaram, já que machismo e discriminação são elementos antiéticos e imorais, senão antipedagógicos e ilegais numa Instituição autorizada e credenciada para “educar”.

Intencionada ou não a “chamar a atenção”, a estudante não pode ser julgada e culpada por um crime que não cometeu. Num país constitucionalmente democrático, as pessoas têm o direito de ir e vir sem quaisquer atos que alienem sua dignidade ou ameacem sua integridade física. Além disso, supondo um crime por parte da garota, não podemos respaldar quaisquer atos de violência para coibir ilegalidades, menos ainda para um país que, mesmo timidamente e sob muito sangue e lágrima, conquistou avanços para uma emancipação da mulher. Com essa situação lamentável , damos passos largos para trás e nos aproximamos de períodos nefastos da história humana,  em que mulheres em plena Inquisição eram queimadas e julgadas numa praça pública na condição de bruxas , por subverterem uma lógica e ordem masculina.

Se hoje o foco do debate, a meritocracia, toma por base a roupa que usamos, e não o caráter em nossas ações, avaliemos, pois, senhores de paletó e gravatá, bem compostos no seus trajes e decompostos de ética, caráter e vergonha na cara. Nesse caso, não estamos tratando mais de senhoras, e sim de senhores, e “para não dizer que não falei das flores”, das senhoras, posso afirmar que já vi muita saia composta até o joelho ou tornozelo, acompanhada de indumentárias sacras, “pintando , bordando e atentando” contra a dignidade do outro e o respeito à diferença .

Classificar mulheres de vulgar ou não vulgar, e, por conseguinte julgar a primeira, parte de um preceito cultural genuinamente machista, que é histórico e se pauta nas representações sociais de mulher sob ótica do recato e subserviência masculina. Logo, não me espanta que muitas mulheres, naquela Universidade, entoaram o coro do machismo, bem como muitas devem estar aplaudindo os desdobramentos do ato,muito menos me espanta que a única vítima da história, Geyse, considere que também errou. O machismo é (in) conscientemente elemento constitutivo do que somos enquanto sujeitos numa sociedade capitalista.

 O machismo contemporâneo, diferente do de outrora, é velado e se cobre com o manto da lei.  Não se hostiliza mulheres e se expulsa de Universidades sob alegação de serem mulheres “vulgares e fáceis”, hoje, é preciso ter cuidado no discurso, assim, a fim de não ser politicamente incorreto e antipedagógico, é necessário alegar violação da ética e da moral. O machismo contemporâneo não arrasta a mulher pelos cabelos e leva para a caverna, ele tira dela seu direito de ser enquanto sujeito de gênero e a relega a um único armário, o do padrão civilizatório, o recato e as pernas cruzadas. Ele é um lobo em pele de cordeiro, traveste-se de moderno, democrático e complacente, no intuito de mantê-las sob constante vigilância. A justiça, senhoras e senhores, ainda não é uma senhora de venda nos olhos e com uma espada na mão, ela é um homem desvendado.

Ponho em xeque quais são os parâmetros e diretrizes curriculares, bem como os documentos legais que basilam tal Universidade. Será que os seus gestores desconhecem o que é de fato uma prática pedagógica, o papel de cidadania e de preservação dos direitos humanos que toda e qualquer Instituição de Ensino deve defender e difundir? Quem se entende por educador não pode permitir que os direitos humanos sejam violados. Se a aluna não tivesse se trancado e em seguida não fosse escoltada pela polícia, quais seriam as retaliações? abusos e violações sexuais? linchamento ? sim, por que pelo modo como as coisas se deram, nada mais seria impossível. Como um estatuto pode estar acima da Constituição dessa nação ? O MEC referendará tal violação de direitos ? 

 Mulheres e homens, em marcha! Isso é caso para polícia, para Cortes Internacional de Direitos Humanos. Os corpos e discursos não devem se calar, desconstruamos ,(re) signifiquemos a nós mesmos e aos outros em respeito ao diferente. (Salvador, 9/11/09)

 

Luciano Freitas Filho

Professor do Departamento de Letras da UFPE -Membro da Gerência de Direitos Humanos da Secretaria de Educação de Pernambuco -Vice-presidente da ONG Movimento Gay Leões do Norte -Filiado ao PSB-Pernambuco

 

Fonte: www.ggb.org.br



Escrito por Airam Costa às 19h42
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Movimento da paz

Salvador na Macha Mundial pela Paz

 

 

 

 

 

A capital baiana  hoje foi  palco da Marcha Mundial Pela Paz e Não-Violência, que tem como bandeira, dentre outras proposições, o fim da intolerância religiosa, da discriminação e do preconceito racial no mundo.

O ponto de partida foi o Campo Grande, seguindo em direção à Praça da Piedade, onde houve um ato político. Na Praça Municipal,  um ato público e atividades culturais enceraram o evento. Participaram diversas organizações de movimentos sociais e grupos culturais, protestando contra a violência policial e econômica, a injustiça social, a violência contra jovens, mulheres e crianças, pessoas idosas, homossexuais, travestis e transexuais, pessoas vivendo com o vírus HIV/AIDS e pelo fim da criminalização dos movimentos sociais e das guerras.

A equipe internacional que percorre o mundo exigindo o fim do desarmamento nuclear participou da caminhada. A marcha em Salvador é parte da campanha mundial desencadeada pelo Mundo Sem Guerras e Sem Violência, organismo internacional do Movimento Humanista, que tem conseguido angariar a adesão de personalidades do campo das ciências, artes, religião e política e chefes de estado.


O Grupo Gay da Bahia (GGB) participou do evento e levou a bandeira colorida para somar aos esforços de manter a paz no mundo. Luiz Mott fundador da entidade subiu no alto do trio elétrico e falou para a multidão. O ativista relatou que naquele momento, estava sendo sepultado Pai Santinho homossexual, vitima da homofobia e da violência assassinado na manhã de ontem na comunidade da Babilônia em Tancredo Neves.
Estiveram presentes na caminhada as entidades do Movimento Homossexual da Bahia, Grupo Gay da Bahia, (GGB), Quimbanda Dudu, Associação de Travestis de Salvador e Grupo Gay da Lauro de Freitas. A marcha terminou por volta das 18hs na Praça Municipal em frente a Câmara Municipal.

Fonte: www.ggb.org.br



Escrito por Airam Costa às 19h40
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GGB orienta lideranças como organizar Parada Gay municipais em 2010

Passanda a temporada das Paradas na Bahia e o crescente interesse do segmento realizar esse tipo de evento em suas cidades o GGB publica manual produzido por militantes da entidade orientando com informações básicas de como realizar uma Parada Gay em sua cidade. . A idéia da entidade é incentivar que outras cidades promovam ações similares dentro do conceito do evento que é promover a cultura, saúde e cidadania de Gays, Lésbicas, Travestis, Transexuais e Transgêneros na Bahia.

O informativo divulgado pela entidade consta de uma lista com dez indicações de como organizar uma Parada Gay. As orientações oferecidas pelo GGB figura desde a garantia da presença de gays a orientação de como proceder com os possíveis excessos de visibilidade. Na opinião de Marcelo Cerqueira, presidente da entidade “De algum modo à idéia da Parada tem de partir de um segmento de homossexuais, tem de partir deles a iniciativa”. O ativista alerta para o perigo implícito que representa alguns indivíduos que não estão ligados com a causa, mas se oferecem para organizar a Paradas pensando em tirar proveito pessoal da causa gay.  

O evento em si é muito significativo para os homossexuais porque é a grande celebração de um marco histórico, político e social da luta de conscientização da categoria em todo o ocidente. Ainda de acordo com o manual a questão dos excessos diz respeito basicamente à aparência e da utilização do corpo como forma de protesto que em alguns casos atiça a homofobia dos conservadores. “As paradas devem garantir o direito a aparência de quem quer que seja. A parte exposição de genitália, expor o corpo é um direito do cidadão” conclui Cerqueira.

Além da VIII Parada Gay que aconteceu em Salvador no dia 25 de outubro outros municípios como Cabralia e Itamaraju no extremo sul da Bahia realizaram paradas após a de Salvador.  O GGB oferece consultoria especial para auxiliar as cidades desejosas em realizar esse tipo de evento informações podem ser obtidas pelo e-mail marcelocerqueira@atarde.com.br, ggb@ggb.org.br (71) 9989 4748.

 

Fonte: www.ggb.org.br



Escrito por Airam Costa às 16h41
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Nossos Direitos

GGB cobra de governo ações de combate a homofobia na Bahie e no Brasil

 

- A Bahia ainda está consternada com o assassinato do jornalista Jorge Pedra, morto a facadas  num motel no centro de Salvador neste fim de semana. O assassino continua foragido. So neste ano de 2009, já somam 19 os assassinatos de gays e travestis na Bahia.  No ano passado, 24 “homocídios”. A Bahia campeã nacional de crimes contra homossexuais. O Brasil – com 190 assassinatos, campeão mundial de crimes homofóbicos.
O GGB aproveitou na noite de ontem  a visita do Ministro Paulo Vannuchi a Salvador, e na Biblioteca Central onde preside cerimônia em homenagem ao guerrilheiro baiano Carlos  Marighela,  cobra e exige ações imediatas  do Ministério  de Direitos Humanos tirando do papel as ações afirmativas do Programa Brasil sem Homofobia, bombasticamente assinado pelo Presidente Lula em 2004 mas praticamente ainda inativo ate o presente. O GGB

Fundador Luiz Mott e presidente Marcelo Cerqueira, abordaram o ministro e pediram a ele mais atenção com o homossexuais Brasileiros e que atenda agenda da Associação Brasileira de Gays, Lésbicas e Travestis (ABGLT), entidade nacional que coordena ações de promoção a cultura, direitos e cidadania homossexual em todo o Brasil, presente nos 27 estados da Federação. “Chega de blábláblá! As 555 ações previstas no Programa Brasil sem Homofobia, as promessas de Lula na abertura da Conferencia Nacional GLBT (Brasilia, junho 2008) e as 50 ações do Plano Nacional são letras mortas.

Ótimas intenções, mas a matança de homossexuais continua. A cada dois dias um gays ou travesti são barbaramente assassinados, vítimas da homofobia.!” E Luiz Mott, fundador do GGB, completa: “como disse Marta Suplicy, do mesmo partido de Vannuchi, “a situação piorou para os homossexuais no Brasil. Os crimes aumentaram e a situação no Congresso não prosperou e temos um cenário cada vez mais difícil”.


Aproveitando a presença do Secretário de Segurança Publica e Direitos Humanos da Bahia, Nelson Pelegrino, o presidente do GGB, Marcelo Cerqueira, solicitou agenda com o Secretário estadual para empenhar-se no fortalecimento do combate a homofobia na Bahia. O Secretário Pelegrino solicitou que o GGB apresente essas ações ainda esse mês a serem instituídas o mais revê possível. O GGB está pensando numa campanha de promoção dos direitos dos homossexuais que também estabelece um dialogo com a sociedade no geral e especificamente os homossexuais para combater dois tipos de homofobia.

A homofobia interna e externa conduzem homossexuais a terem uma sexualidade clandestina. A vereadora Olívia Santana do PC do B presente no evento relatou aos representantes do GGB que destinou o seu tempo no parlamento municipal para cobrar ações de respeito aos homossexuais e condenou a homofobia. “ É preciso fazer algo urgente contra essa homofobia brutal que condena os homossexuais a viverem e terem uma sexualidade clandestina”, disse Olívia Santana. O Deputado Federal do (PT-BA) jornalista Emiliano José informou ao GGB que vai levar essa denúncia ao Congresso Nacional em Brasília.

Fonte: www.ggb.org.br



Escrito por Airam Costa às 21h05
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Turismo gay-friendly

Como confirmado na reserva, devo disponibilizar um quarto de casal para vocês?” Em uma recepção de hotel, a pergunta parece ser corriqueira. Mas, quando dividem o balcão um funcionário sem jeito e uma dupla do mesmo sexo, a situação pode ser constrangedora.

De olho nesse mercado, o governo baiano está oferecendo capacitação para profissionais do setor turístico.

A intenção é fortalecer e preparar a Bahia como um destino gay-friendly - ou seja aberto e receptivo aos homossexuais.

O segmento movimenta US$ 54 bilhões por ano, apenas nos Estados Unidos. O caminho a ser percorrido é longo. Soma-se ao preconceito uma posição nada confortável: a Bahia está atrás apenas de Pernambuco no ranking de assassinatos de homossexuais no país - com 24 dos 187 mortos em 2008, segundo levantamento do Grupo Gay da Bahia (GGB).

Para o secretário de Turismo, Domingos Leonelli, o trabalho com o setor turístico pode também ajudar a ampliar conceitos como respeito à diferença e equidade.“O setor não pode aceitar esta realidade. Nossa iniciativa de capacitar os profissionais de turismo segue na direção de ampliar o grau de civilidade. Faremos um esforço de qualificar a estrutura turística, para receber com dignidade - expresso no tratamento igualitário”, explicou Leonelli.

Uma primeira turma, composta por recepcionistas, camareiras, porteiros, manobristas, mensageiros, seguranças e proprietários de estabelecimentos, está recebendo orientações práticas sobre como evitar embaraços ou mal entendido - além de aulas teóricas sobre turismo, qualidade no atendimento, equidade e diversidade.
“O mercado está preparado e tem profissionais que atendem com cortesia. Mas algumas pessoas não estão habituadas a encontrar casais gays com autoestima. O grande lance é não ter o comportamento individual. Na empresa, no hotel, o gay deve ser visto como cliente, como consumidor com os mesmos direitos dos demais”, explicou o presidente do GGB, Marcelo Cerqueira, que considera as estatísticas constrangedoras.

Embora o estado esteja começando a capacitação, ainda falta material específico, como um guia oficial para o público GLS - disponível em cidades como São Paulo.
“Funcionários e proprietários de estabelecimentos do trade turístico têm que se sentir responsáveis por essa clientela. Saber a melhor forma de abordagem e estratégias para cativar este público. Falta também ao órgão oficial de turismo a produção de um guia com roteiros e orientações, sobre onde acontece a vida gay”, explica o membro da equipe técnica da capacitação Marco Antonio Conceição. O curso acontece até 1º de junho, no Centro de Convenções. Segundo a Associação Brasileira de Turismo para Gays, Lésbicas e Simpatizantes, a qualidade no atendimento é o item principal na avaliação de um destino gay-friendly.

Para o professor Maurício Tavares, que já sofreu constrangimen to em um hotel paulista, a capacitação contribui para reduzir a discriminação. “A iniciativa deve mesmo partir do estado. O dinheiro acaba sendo o intermediário. É um mercantilismo positivo”.
Em São Paulo, um amigo de Tavares foi recriminado porque queria visitá-lo no hotel. “Acham que se você é gay, outro homem que sobe no quarto é para fazer sexo”. Outra gafe comum é a oferta de quarto com duas camas de solteiro a um casal homossexual.
Embora não esteja no grupo que recebe treinamento, a recepcionista Jaqueline Alves, 23, não tem constrangimento em perguntar que tipo de quarto o casal prefere.“Trabalho em frente à Praia dos Artistas, com uma diversidade enorme de público. Não pode haver preconceito”.

‘A gorjeta é boa’ 
Se o táxi de Claudio Lobo, 32, falasse, as histórias poderiam deixar de cabelo em pé até o passageiro mais assanhado. Há quatro anos, ele descobriu o nicho GLS e trabalha com corridas personalizadas.“Falo logo para entrar e ficar à vontade, pode fazer o que quiser: beijar, tirar a roupa. É uma forma de fazer a pessoa descontrair, dar risada e se sentir à vontade. O segredo é ter bom humor, ouvir e não ser preconceituoso”. Casado, pai de duas filhas, Claudio faz o serviço completo: pega o turista no aeroporto e inicia o roteiro GLS por points tradicionais - como Beco dos Artistas, no Garcia, até bares descolados, como o Marques, na Barra.

“Fica em frente ao Hiperideal (mercado) e só dá bonitão”. Custa a revelar o preço para a corrida personalizada: não sai por menos de R$ 250 para ficar à disposição por noite.
“Gay paga melhor, mas o bom atendimento é fundamental. O mal é que minha categoria ainda é ignorante”, desabafa, mas sem reclamar. Afinal, por causa da fama de bom profissional, recebe até quatro ligações por semana de turistas.
No carro, panfletos de saunas, boates e bares descolados. “É um bom mercado. Eles ganham bem, usam bons perfumes, têm nível superior e dão boas gorjetas”.

 

Fonte: www.ggb.org.br



Escrito por Airam Costa às 21h55
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Diversidade em pauta

 

Faculdade Mauricio de Nassau debate homofobia e prostituição em Curso de Férias

Alunos do Curso de Férias de  Direitos Humanos da Faculdade Mauricio de Nassau, sob a orientação do professor Osvaldo Emanuel realizaram na manhã de hoje um encontro com lideranças comunitárias que atuam na questão da promoção e cuidados com os direitos humanos em Salvador. O grupo de alunos buscou sintetizar dois momentos para o entendimento dos colegas sobre homofobia e prostituição.

Levaram para a sala de aula Marcelo Cerqueira do Grupo Gay da Bahia (GGB), Maria Davne Rodrigues, conhecida como Mãe Preta da Ladeira da Montanha e Carmem Bispo Santos, Mãe Carmem ambas ex-prostitutas que aprenderam a ler para ensinar as suas camaradas. Elas fazem trabalho social de acolhimentos a populações que vivem nas ruas de Salvador. Mãe Preta que declarou já ter tido mais de quinze filhos todos registrados por ela mesma sem o nome paterno, orgulha-se de sua condição de ex-prostituta. Já Mãe Carmem que atende as mulheres nos seus piores momentos disse “Puta é uma mulher igual a todas”, disse indicando que não existe distinção e que a prostituição é um trabalho como outro qualquer. O Professor Osvaldo Emanuel, fez as considerações sobre as falas em relação as mulheres, falou a importância de acadêmicos ouvirem esses depoimentos. “São exemplos de vida de gente que fez e faz a Bahia. É por isso que a Bahia é diferente.” Disse o professor.

O acadêmico de Direito Marcelo Burgos iniciou o debate relatando que o tema da homofobia é algo sério que não se deve brincar, porque muitas pessoas sofrem por serem homossexuais. Já a outra acadêmica Maria de Fátima Costa, informou aos colegas que o tema da diversidade é importante ser tratado na academia, porque de lá vai sair os operadores do Direito. “Importante ter essa compressão da diversidade humana, porque uma pessoa que já foi sensibilizada para a questão da homofobia já é um parceiro contra as desigualdades”, disse Fátima Costa.

Cerqueira do GGB foi o primeiro palestrante. Ele relatou as constantes violações dos Direitos Humanos dos Homossexuais e disse que no Brasil, mesmo que pese o preconceito, não existe legislação que puna os homossexuais ao exemplo de alguns paises africanos que estabelece pena de prisão a essa conduta. Fez breve relato da situação dos homossexuais na Bahia e insistiu novamente na criação da Delegacia Especializada para atender crimes homofobicos. Marcelo Cerqueira respondeu diversas perguntas dos acadêmicos e distribuiu material informativo do GGB.

Fonte: www.ggb.org.br



Escrito por Airam Costa às 21h53
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Estudos sobre a Orientação Sexual

 

Existem dois entendimentos sobre a Orientação Sexual humana, ambas distintas:

A primeira e aceita, principalmente, pelos extremistas religiosos, afirma que a orientação é uma decisão tomada pelo indivíduo durante a puberdade e que pode ser mudada a qualquer tempo através de oração e aconselhamento. Segundo eles o comportamento homossexual é passível de se tornar um vício e abandoná-lo, muitas vezes, torna-se muito difícil.

Esta noção é falha, pois se existem inúmero homossexuais que não aceitam sua orientação por terem incutido dentro de si o medo de um castigo divino e sofrendo por causa desta condição, seria um absurdo dizer que permanecem neste estado de sofrimento por mera opção. A partir do momento em que o indivíduo se aceita e percebe que a homossexualidade faz parte de sua natureza, este sofrimento íntimo acaba. O que não acaba é a dor da rejeição que ocorre muitas vezes, mas então não se torna mais um problema de auto-aceitação, mas um problema externo, com as pessoas à sua volta.

A segunda noção diz que a orientação é fixada já no início da vida, pelo menos até que a criança atinja a idade escolar. Em muitos casos, acontece antes do nascimento, talvez mesmo na concepção. Para os que seguem esta noção, a orientação sexual está fora do controle da pessoa ou da educação dos pais.

Muitos que acreditam ser a orientação sexual definida por mera escolha pessoal, afirmam que a homossexualidade é uma doença, igual ao alcoolismo. Mas isto parece muito improvável, pois a homossexualidade existe sem uma causa externa e sem motivação dada por outras pessoas. Também alegam que se trata de um comportamento negativo considerado como pecado. No meu entendimento de pecado, acredito que este se configura sempre que cometemos um ato que ofende o próximo e, por conseguinte, à Deus. Se um indivíduo é homossexual como pode estar prejudicando seu próximo? O fato de alguém ser homossexual não pode me prejudicar a não ser que eu tenha um tipo de neurose mal resolvida e veja pecado em todas as direções que volte meu olhar. Ser homossexual é uma questão que diz respeito ao próprio indivíduo e não aos outros.

Acredito que se a homossexualidade fosse uma questão de escolha pessoal, os indivíduos dentro desta orientação devem ser, igualmente, masoquistas por escolherem um modo de vida que os expõe diante de tanta hostilidade, discriminação, perda e sofrimento. Ninguém “opta” ou “escolhe ser rejeitado, discriminado e tratado com desprezo.

Como os heterossexuais, os homossexuais "percebem" sua sexualidade como um processo de amadurecimento pessoal, não sendo "levados" a isso ou sequer "optando" pela orientação sexual que aflora de seu íntimo. A única escolha presente na vida dos homossexuais está em viver ou não suas vidas de forma transparente ou aceitar os padrões rígidos exigidos pela sociedade que os obriga a uma vida oculta.

Muitas pessoas relatam sua árdua tentativa de modificar a orientação sexual de homossexual para heterossexual, sem sucesso. Por estas razões, psicólogos não consideram a orientação sexual como sendo uma escolha consciente que possa ser modificada voluntariamente.

Considerando que a homossexualidade não é uma doença ou desordem mental e psicológica, não pode ser "curada", justamente pela ausência de fator patológico, porém ainda existem pessoas que acreditam que a medicina pode "libertar" homossexuais de seus desejos. O que se evidencia, pelo contrário, são relatos de homossexuais que se diziam "curados", mas que acabavam "recaindo no vício" (termo utilizado pelos extremistas religiosos) homossexual. Não se trata de cura, mas de uma forma de abafar uma realidade inegável e incontestável: homossexualidade é orientação. Não é opção nem doença. Há relatos de grupos médicos que tentam modificar a orientação sexual das pessoas através de terapia, mas ao invés de ajudarem, correm o risco de causar sérios danos psíquicos nestes indivíduos, incutindo-lhes culpas e desajustes. O que este indivíduo necessita é de amparo, aconselhamento positivo, e não a negação de seu ser.

Modificar a orientação sexual de um indivíduo não quer dizer apenas modificar seu comportamento sexual. Para tal, seria necessário alterar os sentimentos e emoções da pessoa, sejam românticos ou sexuais, e reestruturar o seu conceito próprio como pessoa e sua identidade social.

 

 

 

Fonte: http://homossexualidade.sites.uol.com.br/homo.htm



Escrito por Airam Costa às 20h56
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Homossexualidade – Um entendimento

 

 

Até o início dos anos 70, a grande maioria dos psiquiatras estava ainda convencida de que a homossexualidade era uma doença mental. Alguns acreditavam que ela poderia ter causas físicas, como é o caso de inúmeras doenças mentais. Mas a maioria acreditava que sua origem estava, geralmente, num desvio da orientação sexual provocada por uma perturbação do desenvolvimento psico-sexual. Os psicanalistas, mais precisamente, sempre admitiam que a homossexualidade estava ligada à uma carência no processo de identificação durante a infância. Em outras palavras, o adulto homossexual teria sido uma criança que não conseguiu encontrar sua autonomia e definir sua identidade sexual em relação aos pais.

Os homossexuais acusavam a Psiquiatria de ser um instrumento da opressão da qual eram vítimas, declarando serem os psiquiatras seus inimigos mais perigosos na sociedade contemporânea, proclamando idéias preconceituosas e repressivas, uma acusação que teve grande repercussão.

Em 1973, grande pressão é feita pelos homossexuais sobre a Associação Americana de Psiquiatria para que ela suprimisse a homossexualidade do rol de doenças mentais, propondo chamá-la, a partir de então, de “uma forma natural de desenvolvimento sexual”. A entidade, diante de tanta repercussão negativa, acabou reconhecendo o erro de catalogar a homossexualidade como doença e removeu-a de seu Manual de Diagnóstico e Estatística de Desordens Psiquiátricas. A Associação Americana de Psicologia, por sua vez, terminou por declarar que a homossexualidade não era uma patologia em 1975.

Finalmente, em 1° de janeiro de 1993, a Organização Mundial da Saúde (O.M.S.) retirou a homossexualidade de sua lista de doenças mentais, uma grande vitória contra as idéias pré-concebidas, mas não propriamente contra o preconceito, que existe em função da crença que os homossexuais detêm uma opção de escolha e que só é homossexual quem quer. A decisão se baseou, principalmente, no fato de que não foi provada qualquer diferença existente entre a saúde mental de um indivíduo heterossexual e a saúde mental de um homossexual. Porém, ainda prevalece o estigma social que liga a homossexualidade à doença. O que falta, neste sentido, é um pouco mais de informação por parte da pessoa que pensa desta forma.

Várias tentativas foram feitas neste século no sentido de "explicar" a homossexualidade, e até mesmo "curá-la". Mas a pergunta realmente não é por que algumas pessoas são homossexuais, mas por que nossa sociedade se considera heterossexual. Pessoas nascidas em uma sociedade homossexual geralmente obedecem às mesmas leis e preceitos que seguem pessoas nascidas em uma sociedade heterossexual. A maioria das pessoas se sente confortável com as condições que a sociedade impõe. Mas há aqueles que se sentem oprimidos e vivem uma experiência de vida completamente "anti-natural". Assim, o problema não está nestas pessoas, mas nas restrições impiedosas que a sociedade impõe e que deveriam ser consideradas como atentatórias à natureza humana.  

Fonte: http://homossexualidade.sites.uol.com.br/homo.htm



Escrito por Airam Costa às 20h55
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Homossexualidade - Considerações

 

 

Originariamente, o termo homossexualidade apareceu pela primeira vez em um panfleto alemão de autoria anônima,  publicado em 1869, o qual se opunha à uma lei prussiana de anti-sodomia. No mesmo ano, o termo homossexualidade foi utilizado por um médico húngaro que defendia sua legalização. Este termo detinha uma conotação científica que permitia se falar do fenômeno de maneira objetiva e sem um julgamento negativo. Para elencar os homossexuais dentro da legalidade, sem juízos de valor, criou-se não apenas o termo homossexualidade, mas também definiu-se a heterossexualidade. Na última década do século XIX, o termo homossexualidade apareceu pela primeira vez na língua inglesa, num trabalho do tradutor Charles Gilbert Chaddock e, desde então, tem sido amplamente utilizado na literatura contemporânea versando sobre o tema.

Criaram-se, em seguida, outros termos para se discutir a homossexualidade. Em primeiro lugar a homossexualidade foi definida como preferência sexual a fim de rebater a psiquiatria tradicional que a considerava como uma perversão, ou, genericamente falando, um “desvio”. Quando os militantes homossexuais tentaram provar a natureza genética de seu comportamento, passaram a falar em orientação sexual. Também se utilizou outro termo como “modo de vida alternativo”.

Hoje, o termo “orientação sexual” determina vários significados diferentes e, segundo os estudiosos que detém uma visão positiva sobre o termo, existem três orientações sexuais, todas as três normais, naturais e fixas em adultos (isto é, imutáveis):

- heterossexual – o indivíduo que se sente sexualmente atraído por pessoas do sexo oposto;

- homossexual – o indivíduo que se sente sexualmente atraído por pessoas do mesmo sexo;

- bissexual – o indivíduo que se sente atraído tanto por pessoas de ambos os sexos, não necessariamente no mesmo grau de intensidade

 

 

 

Fonte:  http://homossexualidade.sites.uol.com.br/homo.htm



Escrito por Airam Costa às 20h54
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Conceito de homossexualidade

 

A homossexualidade é definida como a preferência sexual por indivíduos do mesmo sexo. Este conceito é um tanto vago, já que o termo “preferência” pode conotar a tendência a escolher, optar, e hoje se reconhece que a homossexualidade não é mais vista como opção, mas como uma orientação sexual normal e definida na infância e, conforme estudos mais hipotéticos, até mesmo genética.

Muitas pessoas têm a idéia pré-concebida de que a humanidade toda é heterossexual e que uma minoria de indivíduos encontra-se "viciada" num comportamento homossexual. Assim, acreditam que a homossexualidade é, simplesmente, um comportamento anticonvencional que muitas pessoas escolhem externar. Outros indivíduos acreditam que a homossexualidade é uma das três orientações sexuais normais, ou seja, o indivíduo simplesmente é, não opta.

Como o grupo heterossexual é majoritário e elaborador das leis de comportamento aprovado e reprovado, o subgrupo homossexual tende a ser considerado como exogrupo e, muitas vezes ao longo da história da humanidade, como exogrupo "bode expiatório" que vai pagar pelos "pecados" da sexualidade como um todo.[1]

A sexualidade humana é um fenômeno complexo. Entre a atração forte e exclusiva de um homem por uma mulher, de um homem por outro homem, ou de uma mulher por outra mulher, existe uma infinidade de sensações sexuais e emocionais: o desejo, a excitação ou mesmo a frieza em qualquer relacionamento humano depende dos indivíduos inseridos em determinada situação, e não em quaisquer das especificações arbitrárias que poderiam ser impostas através de sociedade, tais como os rótulos que tentam definir se o indivíduo é heterossexual ou homossexual. Assim, um bebê do sexo masculino não deve ser rotulado como heterossexual apenas porque nasceu com esta definição sexual, mas sim estar livre para que sua orientação sexual se desenvolva sem os freios da sociedade.

Alguns homens desejam fazer sexo com outros homens e este desejo é algo permanente em suas vidas. Alguns são meramente curiosos a respeito de corpos masculinos, e podem experimentar, em algum momento de suas vidas, um contato mais íntimo. Outros se sentem, igualmente, atraídos por homens e mulheres. Para alguns, o prazer encontra-se simplesmente em admirar os corpos de outros homens sem desejar o contato sexual. Há aqueles que preferem a companhia de outros homens para o lazer, e muitos trabalham num ambiente completamente masculino. Mulheres também sentem e vivem todas estas situações com outras mulheres. Estas permutações infinitas e a confusão que resultam delas nem sempre são absorvidas pela sociedade em que vivemos, a qual necessidade de ordem para funcionar. E esta ordem, para os extremistas, significa deixar de lado o incerto e procurar distinguir apenas o preto e o branco. Significa "rotular", etiquetar as coisas. E desta forma surgem as minorias, os excluídos, aqueles que não merecem nada mais do que um olhar de reprovação ou mesmo desprezo.  

Fonte: http://homossexualidade.sites.uol.com.br/homo.htm



Escrito por Airam Costa às 20h53
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